PMMG prende seis suspeitos de aplicar golpe em empresas de Belo Horizonte

10/09/2010 19h44 - Atualizado em 10/09/10 19h44
A Delegacia Especializada de Investigações de Fraudes apresentou ontem seis suspeitos de aplicar golpe em empresas de Belo Horizonte, utilizando o nome da Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. 

Em março deste ano, a Corregedoria alertou sobre uma série de falsas cobranças que estavam sendo enviadas a empresas por e-mail em nome da instituição e solicitou à Polícia Civil do Estado de Minas Gerais que investigasse o caso. O documento eletrônico continha um brasão da República e o nome da Corregedoria no cabeçalho, o que favorecia o convencimento das empresas. 

De acordo com o delegado Denilson dos Reis Gomes, que presidiu as investigações em conjunto com o TJMG e a Procuradoria de Justiça de Minas Gerais, o grupo vinha agindo em Belo Horizonte há cerca de três anos. Estima-se que o golpe resultou em prejuízo aproximado de R$ 500 mil. 

Para aplicar o golpe, a quadrilha criou um órgão falso, que foi chamado de Central de Avisos de Protesto – Cartório Centralizado de Cobranças, e, por meio dele, cobrava dívidas reais que haviam sido publicadas em editais de jornais de grande circulação. 

A Corregedoria já havia alertado que não existia em Minas Gerais uma central de cobrança de títulos e outros documentos de dívida e que os serviços de tabelionato de protesto de títulos não expediam intimações aos devedores nem utilizavam e-mails para cobranças. 

De acordo com o delegado, os estelionatários pesquisavam os títulos reais das empresas que haviam sido levados a protesto e, passando-se por funcionários do Cartório Centralizado de Cobrança, avisavam aos devedores que o título seria protestado e estipulavam um prazo para que a empresa o quitasse. 

Cientes da dívida e da existência do título, mas surpreendidos pela cobrança e pelo risco de o título ser protestado, muitos empresários concordavam em efetuar o pagamento. 

Os golpistas solicitavam às empresas um endereço eletrônico para enviar o formulário de autorização de pagamento. A conta indicada para o depósito pertencia a um dos vários "laranjas", pessoas que abriam contas para receber e repassar os valores a outros integrantes da quadrilha. Muitas contas eram gerenciadas diretamente pelos golpistas, que mantinham em seu poder os cartões bancários e senhas dos "laranjas". 

Todos os suspeitos foram presos em São Paulo pela polícia mineira. Eles são acusados dos crimes de formação de quadrilha, estelionato e falsidade ideológica. Dois acusados de envolvimento ainda estão foragidos, sendo um deles apontado como mentor do crime. 


Fonte: Assessoria de Comunicação Institucional do TJMG – Ascom 
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