Oficina sobre respiração dá início ao Projeto de Regulação Emocional do TJMMG

A respiração é a porta de entrada da regulação emocional. Por esse motivo, uma oficina sobre respiração marcou o início prático do Projeto de Regulação Emocional do Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais (TJMMG), que será realizado até o mês de abril envolvendo a participação voluntária de servidores e colaboradores. A iniciativa é da Comissão Gestora do Plano de Logística Sustentável (CGPPLS), presidida pelo desembargador Fernando Armando Ribeiro.

“Acho que começamos muito bem o projeto aprendendo a nos conectar com a respiração”, ressaltou o desembargador durante a primeira oficina do projeto conduzida pelo servidor Gustavo Cândido da Silva, no último dia 7 deste mês. Gustavo é servidor do TJMMG e desenvolveu o método Sati de treinamento mental e atenção plena que, em 2017, foi aplicado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) em um projeto de cooperação com a Justiça Militar mineira. O método já foi aplicado em diversas outras instituições, a mais recente o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), no ano passado.

Durante o encontro, o servidor ensinou técnicas de respiração abdominal visceral, chamada de respiração diafragmática por ser caracterizada pela expansão do diafragma. Segundo Gustavo, essa respiração induz a ativação do nervo vago, principal conector do sistema nervoso autônomo (SNA), que está relacionado com o controle de funções vitais e que, quando ativado, promove atuação do sistema nervoso parassimpático (SNPS), que controla a atividade da musculatura lisa e cardíaca, além das glândulas.

A imagem mostra dois homens no auditório do TJMMG diante de uma plateia. À direita está o desembargador Fernando Armando Ribeiro, de camisa clara, calça e sapatos escuros. Ele segura um microfone. À esquerda, o servidor Gustavo Cândido da Silva, de camisa listrada e calça jeans. Ao fundo estão localizadas duas poltronas brancas, uma mesa de vidro, um quadro branco, um púlpito de madeira e três bandeiras
O presidente do PLS, desembargador Fernando Armando Ribeiro (à direita), e o servidor Gustavo Cândido da Silva, que conduziu a oficina

Gustavo explicou que a melhor forma de praticar a respiração é pela manhã, no mínimo por dez minutos, logo após o despertar, ainda em jejum e de olhos semiabertos. Ele também sugeriu que os voluntários escrevam um diário emocional. “Trata-se da estratégia de uso do gatilho mental do registro para ajudar no processo de regulação emocional. O diário deve ser aberto a partir do primeiro dia de treinamento para ser preenchido durante todo o período do projeto”, convidou.  “Com o diário será possível ter a percepção da emoção (investigação das causas comportamentais e mentais), a identificação da emoção (nominação), a aceitação da emoção (validação dialética) e a aprendizagem, com mudança e adaptação positiva”, orientou Gustavo.

Projeto – O Projeto de Regulação Emocional do TJMMG tem por objetivo fazer com que os voluntários aprendam a regular emoções e comportamentos, diminuindo os desequilíbrios; aprendam a usar de forma eficiente a energia mental, evitando descontroles; e que usem a regulação emocional para o crescimento pessoal aplicado na prática. Para tanto, tem como base fundamental o alinhamento do sistema límbico (conjunto de estruturas cerebrais que controlam as emoções, o comportamento, a motivação e a memória) com o neocórtex (parte do cérebro que controla funções cognitivas superiores, como a linguagem, o raciocínio e a percepção sensorial).

Até abril o projeto ainda contará com mais duas oficinas e o compartilhamento de vídeos com dicas sobre como colocar em prática as metas propostas, que vão desde diminuir o tempo da chamada tela improdutiva em pelo menos 50% para ter menos fadiga mental até ler dez páginas de um livro físico por dia, para aumentar o foco e a capacidade cognitiva (veja a lista completa das sete metas abaixo). Os participantes voluntários foram convidados a escolher no mínimo três das sete metas estabelecidas, registradas em um “Painel de Compromisso”.

Segundo Gustavo, a ideia da regulação não é reprimir as emoções. “Não se trata de não senti-las, mas de tomar consciência da emoção surgindo e tomar o controle dela. É reconhecer a emoção, viver a carga emocional, mas, ao invés de reagir, responder”, descreveu. “Este projeto não é teórico. Acreditem, os benefícios, são reais”, reforçou.

Veja quais são as metas do “Painel do Compromisso”:

– Praticar ao menos dez minutos de respiração diafragmática por dia, para regulação emocional;

– Ler dez páginas de um livro físico por dia, para aumentar o foco e a capacidade cognitiva;

– Praticar pelo menos 2h30 de atividade física por semana, para melhorar a saúde;

– Diminuir 50% o consumo de açúcar, para regulação dopaminérgica e metabólica;

– Não ingerir cafeína após às 15h para regular os hormônios do sono;

– Beber 2,5 litros de água por dia, para manter os níveis de hormônio do corpo;

– Diminuir o tempo de tela improdutiva em pelo menos 50% para ter menos fadiga mental.

A imagem mostra o auditório do TJMMG com cadeiras vermelhas, onde estão sentados servidores e colaboradores voluntários do projeto, entre homens e mulheres. Eles olham o servidor que conduz a oficina de camisa listrada e calça jeans
O servidor com o público de voluntários que participam do Projeto de Regulação Emocional

Texto: Esperança Barros
Ascom/TJMMG

Rolar para cima