Comitês da Defesa Social têm primeira reunião para acompanhar internações compulsórias


Com o objetivo de formular estratégias para acompanhamento de internações compulsórias em Minas Gerais, membros do Comitê de Cooperação Institucional e Acompanhamento de Medidas de Internação tiveram a primeira reunião do colegiado, na sede da Subsecretaria de Políticas sobre Drogas (Supod), em Belo Horizonte.

O comitê foi criado para reunir esforços de instituições públicas e privadas envolvidas nesse tipo de internação e evitar o atendimento de clínicas e comunidades terapêuticas sem condições estruturais e de recursos humanos de prestação do serviço.

O grupo é gerido pela Secretaria de Estado de Defesa Social e conta com integrantes da Defensoria Pública, do Ministério Público e representantes da sociedade civil.

O subsecretário Cloves Benevides explica que: “não estão previstas medidas higienistas, como a retirada à força das pessoas que usam crack e outras drogas nas ruas”. “Serão realizadas, entre outras ações, o mapeamento dos vínculos familiares desses usuários para que haja envolvimento de parentes e responsáveis no tratamento”, afirma. A internação involuntária ocorre a partir da solicitação de familiares e avaliação médica, sem o consentimento do usuário, enquanto a compulsória é determinada pela Justiça.

A defensora pública Roberta de Mesquita Ribeiro, coordenadora da área criminal, esteve na reunião e avaliou de forma bastante positiva os temas discutidos e o encaminhamento dos trabalhos. “A Defensoria Pública já acompanha casos de internação involuntária e vamos intensificar, de forma conjunta, a fiscalização das internações inadequadas, inclusive com capacitação dos defensores”, conclui.

Dentre outros participantes da reunião, estiveram presentes Robert Willian, presidente da ONG Defesa Social, e Regina Coeli, integrante do grupo Mães de Minas contra o Crack.

Para Robert Willian, o Comitê “é um marco regulatório que possibilita interpretar com mais propriedade a necessidade de internação” e Regina Coeli avalia o comitê como “uma esperança de novos horizontes”.

21/05/2012

Fonte: SEDS

Ascom – TJMMG

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