Palestra ensina de maneira leve a forma correta de descartar os resíduos sólidos

23/11/2023 18h03 - Atualizado em 23/11/23 18h08

O que para uns é lixo, para muitos é dinheiro. E quando o descarte de resíduos sólidos é feito da maneira correta, além de gerar renda, também a natureza e o futuro do planeta agradecem. Em resumo, essa é a grande mensagem da palestra de Alfredo de Souza Mattos, que falou na tarde desta quinta-feira ao público interno do Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais (TJMMG), por iniciativa da Comissão Gestora do Plano de Logística Sustentável (CGPLS). O evento teve parceria da Escola Judicial Militar.

Esta é a terceira palestra de Alfredo de Souza Mattos, mais conhecido como Índio, no TJMMG. Ele é representante da Associação dos Catadores de Papelão e Material Reaproveitável – Asmare, parceira do TJMMG na realização da coleta seletiva no âmbito da Justiça Militar mineira, e ensina, de uma forma leve e espontânea, como fazer a separação dos resíduos de forma correta para que a coleta seletiva cumpra sua finalidade com êxito.

“Para a sociedade, o que se joga fora é lixo, mas não é lixo. Vocês não sabem a mina de ouro que é trabalhar com o que muitos chamam de lixo”, introduziu o palestrante, que seguiu ensinando a maneira correta de fazer o descarte de papel – que para ser reciclado pode ser rasgado, porém não amassado e nunca contaminado com resíduos de alimentos, como café, por exemplo -, plástico, vidro. Também ressaltou a importância que a equipe de limpeza tem nesse processo da coleta, e da responsabilidade de todos em especial para o futuro do planeta.

“O pessoal da limpeza não é para estar separando o material que nós mesmos podemos separar. Também não adianta você ser cuidadoso no descarte aqui, no ambiente de trabalho, e em casa fazer diferente, ou vice-versa. Acho que chegou a hora de cada um fazer a sua parte. O meio ambiente está degradado porque nós estamos acabando com ele, e de nada adianta dizermos que nossos filhos são lindos se o que estamos deixando de herança é que eles sejam os responsáveis por consertar o planeta que nós deixamos destruído”, refletiu.

Presidente da CGPLS, o desembargador Fernando Armando Ribeiro encerrou o evento reforçando a importância que o tema tem no âmbito do TJMMG. “Da parte do Tribunal, a gente tem dado a estrutura e a Comissão tem se esmerado em buscar as ferramentas aí postas para ajudar que essa coleta seja mais efetiva, mas se cada um não fizer a sua parte, de nada adianta, porque se você não faz a separação correta, você compromete o resultado”, disse. “Fazer o descarte correto é uma oportunidade de fazer uma coisa boa para você, para sua família, para sua cidade, seu país, para o planeta como um todo”, finalizou o desembargador.

Texto: Esperança Barros
Ascom/TJMMG