Palestra para servidores orientou como evitar o surgimento do diabetes

01/12/2023 15h27 - Atualizado em 01/12/23 15h27

Segundo estudos, o diabetes pode aparecer de forma silenciosa e trazer complicações com alto nível de comorbidade e de mortalidade. Atualmente, 15,8 milhões de pessoas no Brasil, o que corresponde a cerca de 7% da população, têm a doença. A Organização Pan-Americana da Saúde também informa que, nos últimos 30 anos, esse número de pessoas veio triplicando, então os dados são alarmantes. Estas e outras informações deram a tônica da palestra “Hábitos saudáveis como resposta para prevenção e tratamento do diabetes”, ministrada pela nutricionista Ana Carolina Oliveira de Almeida Menezes ao público interno do Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais (TJMMG) na última quarta-feira, 29, encerrando oficialmente o Novembro Azul no âmbito da Justiça Militar mineira.

A nutricionista explicou que o diabetes é causado pela produção insuficiente ou ineficiente da insulina, hormônio liberado pelo pâncreas que faz a glicose entrar na célula. “A glicose aumentada na corrente sanguínea vai oxidar órgãos e prejudicar vasos, trazendo lesões renais, nos olhos, então é importante a gente tomar cuidado”, alertou.

Mas os problemas vão além, e os altos níveis de glicose no organismo, além de prejudicar a corrente sanguínea, não permitirão que as células recebam a glicose – que é fonte de energia – de forma adequada. “E a gente precisa de energia. Tudo o que a gente consome vira glicose para que a gente possa fazer as atividades diárias”, justificou.

Ana Carolina detalhou os tipos de diabetes e suas características. O tipo 1, por exemplo, acomete em torno de 5 a 10% das pessoas com a doença, normalmente acontece na infância e na adolescência, mas também pode ocorrer na vida adulta, por causas genéticas e hereditárias. Seu surgimento vem de falha no pâncreas, que não produz de forma correta as células para liberação da insulina.

O diabetes tipo 2 é o mais conhecido, que tem a interferência de hábitos alimentares e inatividade física. Segundo a nutricionista, 90% das pessoas com diabetes são deste grupo, que nasce dos “maus hábitos, sedentarismo, uma alimentação totalmente inadequada, com industrializados e ultraprocessados riscos em açúcares e gorduras”.

Há, ainda, o diabetes gestacional. “A placenta tem muitos hormônios que prejudicam a ação da insulina. Então o pâncreas tem que liberar mais insulina para aquela glicose não ficar na corrente sanguínea. Em algumas gestantes, em torno de 2 a 4%, o corpo não vai conseguir dar esta resposta, então ela é diagnosticada com o diabetes gestacional. É importante ter hábitos saudáveis, porque a doença vai trazer problemas tanto para o bebê, quanto para a gestante”, alertou.

Segundo a especialista, não se pode esquecer também do chamado pré-diabetes, como é chamada a resistência insulínica. “Cerca de 50% das pessoas que são diagnosticadas com diabetes desenvolvem a doença, e os maus hábitos são fatores primordiais para isso acontecer”, assegurou.

Individualizado – Ana Carolina Oliveira de Almeida Menezes é graduada em Nutrição pela Unifenas, pós-graduada em Nutrição Esportiva e Estética, possui especialização em atendimentos personalizados para uma vida saudável e ministra treinamentos para colaboradores de empresas de médio e grande porte. Na sequência da palestra, ela fez atendimentos individualizados para rastreamento do risco de desenvolvimento de diabetes entre os servidores do TJMMG, com o preenchimento de fichas elaboradas pela campanha Novembro Azul, promovida pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), que mensuram o risco que a pessoa tem de desenvolver a doença nos próximos dez anos.

A ação educativa no TJMMG foi uma realização da Comissão Gestora do Plano de Logística Sustentável (CGPLS) e da Escola Judicial Militar (EJM), com apoio da Assessoria de Comunicação Institucional (Ascom).

Texto: Esperança Barros
Ascom/TJMMG