Será realizada no dia 7 de fevereiro, sexta-feira, a primeira oficina do Projeto de Regulação Emocional do Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais (TJMMG), uma iniciativa do Comitê Gestor do Plano de Logística Sustentável (CGPPLS) que visa o cuidado com a saúde mental do público interno da Justiça Militar mineira. A oficina gratuita ocorrerá às 16h, no auditório do edifício-sede, e apresentará o conceito de regulação emocional, serão ensinadas técnicas de respiração consciente e explicadas em detalhes as sete metas que fazem parte do projeto. Não é necessária inscrição prévia.
“É pensando em que possam investir em vocês mesmos que nós idealizamos o projeto, que eu acredito que será muito importante para conseguirmos trilhar com felicidade esse mundo tão desafiador, de tantas cobranças, de tantos desafios”, disse o presidente do CGPLS, desembargador Fernando Armando Ribeiro, durante a reunião que marcou o lançamento do projeto, no último dia 31 de janeiro. Ele falou a uma plateia formada por servidores, colaboradores e com a presença dos juízes substitutos da Justiça Militar Bruno Cortez Torres Castelo Branco, João Pedro Hoffert Monteiro de Lima e Renata Rodrigues de Pádua.
“Hoje, como nunca, parece que nós estamos mais externalizados do que antes, porque estamos muito ligados às redes de interação, a estímulos, e tudo isso tem concorrido para um crescimento vultuoso no número do estresse, das doenças ligadas à insônia, depressão. Isso tudo tem afetado muitos países, e o Brasil, infelizmente, é um dos mais afetados”, justificou o desembargador.

A convite da Comissão, o projeto será conduzido por Gustavo Cândido da Silva, servidor do TJMMG que desenvolveu o método Sati de treinamento mental e atenção plena que, em 2017, foi aplicado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG) em um projeto de cooperação com a Justiça Militar mineira. O método já foi aplicado em diversas outras instituições, a mais recente o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), no ano passado.
“A regulação emocional é uma habilidade cognitiva-comportamental que nos permite retornar à linha de base da normalidade do bem-estar quando determinada emoção desregulada, em maior ou menor intensidade, surge em nós”, explicou Gustavo.
Metas – O projeto de regulação emocional propõe que, de forma voluntária, os servidores, colaboradores e magistrados do TJMMG escolham no mínimo três de sete metas a serem colocadas em prática no período da ação. Elas se referem à adoção de práticas baseadas em evidências (PBE) relacionadas a cinco áreas de regulação emocional: autocontrole e atenção plena, alimentação, atividade física, performance cognitiva e higiene do sono.
Essas PBE foram traduzidas em sete metas aplicáveis ao cotidiano das pessoas, que vão desde praticar ao menos dez minutos de respiração diafragmática ao dia, para regulação emocional, até diminuir o tempo da chamada tela inútil em pelo menos 50% para ter menos fadiga mental (veja a lista completa das sete metas abaixo). Os participantes receberão um link que direciona a um painel virtual onde farão o compromisso voluntário com as metas, e o período que pretendem desenvolver as ações.
Além disso, serão realizadas oficinas e lançados vídeos com pílulas informativas sobre saúde mental ao longo do período, para dar orientações e dicas práticas acerca de como tornar as metas de fato um hábito cotidiano. As oficinas – a primeira a ser realizada nesta sexta-feira, 7 – versarão sobre técnicas de regulação emocional, habilidades cognitivas e estratégias comportamentais. Os resultados do projeto serão apresentados durante a Semana de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação, a ser realizada em maio.

“As metas são questões ligadas ao nosso dia a dia e aqui nós buscamos trabalhar práticas simples, porque sabemos que a rotina de todos já é muito tomada, e se nós tivéssemos que criar mais um compromisso, com o tempo isso pode se tornar mais uma tarefa, mais um gerador de estresse. É por isso que nós pensamos em pequenas pílulas, práticas ligeiras e muito bem objetivadas”, detalhou o desembargador Fernando Armando. “Esse projeto pretende difundir essas práticas que são todas baseadas em evidências científicas e que, embora muito simples, são transformadoras”, convidou Gustavo.
Veja quais são as metas do “Painel do Compromisso”:
– Praticar ao menos 10 minutos de respiração diafragmática por dia, para regulação emocional;
– Ler 10 páginas de um livro físico por dia, para aumentar o foco e a capacidade cognitiva;
– Praticar pelo menos 2h30 de atividade física por semana, para melhorar a saúde;
– Diminuir 50% o consumo de açúcar, para regulação dopaminérgica e metabólica;
– Não ingerir cafeína após às 15h para regular os hormônios do sono;
– Beber 2,5 litros de água por dia, para manter os níveis de hormônio do corpo;
– Diminuir o tempo de tela “inútil” em pelo menos 50% para ter menos fadiga mental.
Assista aqui ao vídeo em que o desembargador Fernando Armando Ribeiro explica o projeto de Regulação Emocional do TJMMG em detalhes.
Texto: Esperança Barros
Ascom/TJMMG
