O Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais (TJMMG) dá continuidade, nesta semana, de 21 a 25 de julho, à campanha de conscientização contra as microagressões no ambiente de trabalho. Esta é a última etapa da ação, que ao longo do mês destacou diferentes formas de microagressões, e agora foca na microagressão ambiental, um tipo de exclusão que se manifesta pela falta de diversidade e representatividade em espaços institucionais e sociais.

As microagressões, de modo geral, são comportamentos ou expressões sutis que reforçam estereótipos ou invisibilizam identidades. A microagressão ambiental se diferencia por ocorrer de forma indireta, quando a ausência de representatividade comunica, ainda que silenciosamente, que determinados grupos não pertencem ou não têm voz. Esse tipo de comportamento, ainda que não intencional, pode causar impactos significativos no sentimento de inclusão e pertencimento das pessoas.
Exemplos desse tipo de microagressão estão presentes em contextos em que há ausência de referências visuais ou materiais que representem a diversidade, como campanhas institucionais que ignoram grupos minoritários ou ambientes “neutros” que, na prática, não reconhecem diferentes identidades culturais, raciais, de gênero ou geracionais. Ao destacar esse tema, a campanha reforça a importância de ambientes inclusivos e respeitosos, nos quais cada pessoa se sinta representada e acolhida.
Campanha – Desde o início de julho, a campanha do TJMMG apresentou os conceitos de microinvalidação, microinsulto e, nesta última fase, a microagressão ambiental. A ação é desenvolvida pela Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação, com apoio da Comissão Gestora do Plano de Logística Sustentável. O objetivo é sensibilizar magistrados, servidores e colaboradores quanto aos impactos de comportamentos que, mesmo sutis, podem gerar exclusão e preconceito.
Texto: Nicolas Pereira
Edição: Tatiana Reis
Ascom/TJMMG
