O Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais (TJMMG) realizou, de 5 a 9 de maio, a Semana de Combate ao Assédio e à Discriminação, em consonância com a Resolução n. 450/2022 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) . Realizado anualmente, este ano o evento focou em discutir pautas que de alguma forma recaem na importância do respeito em todas as relações sociais, o que inclui o ambiente de trabalho.
“A palavra respeito é fundamental para você conduzir as relações no dia a dia. Temos que criar em nosso ambiente de trabalho esse lugar respeitoso e de solidariedade”, disse o desembargador Rúbio Paulino Coelho, presidente da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, Assédio Sexual e da Discriminação do TJMMG, na abertura da programação.

A palestra de abertura foi proferida pela professora Andréa de Campos Vasconcellos falando sobre “Diálogo e Respeito: construindo relações saudáveis”. Ela levantou temas como a igualdade de gênero e a falsa ilusão da existência da mesma, e para isso ilustrou com um vídeo da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia Antunes Rocha.
Promovida pela Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, Assédio Sexual e da Discriminação, em parceria com a Comissão Gestora do Plano de Logística Sustentável, a apresentação foi guiada de forma dinâmica com a participação do público, mostrando a importância de se aperfeiçoar a comunicação, em especial no ambiente de trabalho. Nesse aspecto, a palestrante enumerou sugestões como a relevância de se desenvolver a escuta ativa, empatia, estabelecer limites nas relações, resolver conflitos de forma construtiva, cultivar honestidade e valorizar as diferenças.

Cinema comentado – Na quinta-feira, 8, foi promovido um cinema comentando com a exibição do documentário “A coisa tá preta” e análise do juiz de Direito do Juízo Militar Marcelo Adriano Menacho dos Anjos, que é membro da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, Assédio Sexual e da Discriminação.
Idealizado e produzido pelo filósofo e cineasta Gabriel Filipe, “A coisa tá preta” mostra, por meio de entrevistas, como o racismo – velado e explícito – se manifesta nas mais diversas relações sociais e transforma situações cotidianas em desafios a serem superados por pessoas negras. O magistrado fez reflexões de pontos do filme e os contextualizou em situações do dia a dia, e sugeriu leituras para quem quiser se aprofundar no tema.
A sessão comentada, que acabou se tornando uma grande roda de conversa entre os presentes, contou com a participação do desembargador Rúbio Paulino Coelho, da juíza de Direito do Juízo Militar Renata Rodrigues de Pádua e da servidora Cynthia Chiari Barros, da diretoria Executiva de Recursos Humanos, todos membros da Comissão.

Microagressões – Na sexta-feira, 9, encerrando a programação, foi promovido um workshop para gestores sobre “Comunicação Não Violenta (CNV) e microagressões no trabalho”, ministrado por Carolina Nalon, professora e mediadora de conflitos, fundadora do Instituto Tiê, organização com o objetivo de apoiar pessoas em seu desenvolvimento emocional.
“Desde que fundei o Instituto Tiê, em 2012, me tornei uma entusiasta da empatia, da comunicação autêntica e do poder da não-violência para promover transformação social”, disse a palestrante, que no encontro forneceu ferramentas para que os gestores do TJMMG compreendam o que são microagressões e assédio, reconheçam as manifestações disso no ambiente institucional, reflitam sobre estratégias de prevenção e resposta, e promovam uma cultura de respeito e equidade.
Assista ao documentário “A coisa tá preta”
Texto: Esperança Barros
Ascom/TJMMG
