Microagressões são tema de nova campanha de enfrentamento ao assédio e à discriminação

A imagem mostra a arte do cartaz sobre Microagressões, com o seguinte texto: Microagressões. Discretas, persistentes e sempre presentes. O que parece pequeno, quando repetido também machuca. Entenda os tipos de microagressões e faça diferente. Respeito se constrói nos detalhes. O cartaz é em tons de cinza e vermelho, e mostra um desenho de um conta-gotas e de duas pessoas conversando sem se entender. No topo há a logomarca do Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais, composto pelo triângulo vermelho estilizado da bandeira de Minas Gerais, e o nome do órgão por extenso.

O Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais (TJMMG) realiza a partir deste mês de julho uma nova campanha com foco no enfrentamento ao assédio e à discriminação no ambiente laboral. A campanha foca nas chamadas microagressões, formas de agressão discretas, persistentes e muitas vezes presentes no dia a dia sem que para muitos nem pareçam, de fato, uma agressão por à primeira vista aparentarem ser “coisas pequenas”, “irrelevantes”, mas que machucam e por vezes se repetem de forma a se tornar uma agressão constante e crescente.

A campanha apresentará ao longo de três semanas do mês, nos canais internos de comunicação do TJMMG, os tipos bastante característicos de microagressão: a microinvalidação, o microinsulto e a microagressão ambiental. O microinsulto, primeiro tipo apresentado na campanha, manifesta-se por meio de ofensas sutis a partir de comentários, gestos ou atitudes que parecem inofensivos, mas que discriminam e ferem. Trata-se de um preconceito disfarçado, porém mesmo assim é uma forma de violência.

A microinvalidação manifesta-se por meio de comentários ou ações sutis que desconsideram ou invalidam as experiências e sentimentos, especialmente de pessoas pertencentes a grupos historicamente marginalizados. Normalmente ocorre quando alguém minimiza ou nega as experiências de outra pessoa, e pode até ser de fato não intencional ou percebida por quem pratica.

Quando um ambiente não tem diversidade, ele silencia aqueles que não têm representatividade. Essa é a característica da microagressão ambiental, que alerta que ambientes neutros muitas vezes excluem em silêncio.

A imagem mostra a arte do cartaz sobre Microagressões que trata sobre microinsultos, com o seguinte texto: Microinsultos são ofensas sutis que acontecem em comentários, gestos ou atitudes que parecem inofensivos, mas que discriminam e ferem. Exemplo: Você é muito articulado para alguém da sua origem. Preconceito disfarçado continua sendo violência. Respeito se constrói nos detalhes. O cartaz é em tons de cinza e roxo, e mostra um desenho de um conta-gotas e o perfil de uma pessoa falando. No topo há a logomarca do Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais, composto pelo triângulo vermelho estilizado da bandeira de Minas Gerais, e o nome do órgão por extenso.

Campanhas – A campanha de conscientização contra as microagressões no ambiente de trabalho é uma iniciativa da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação, com apoio da Comissão Gestora do Plano de Logística Sustentável, que estão trabalhando juntas em outras duas campanhas que visam a construção de um espaço laboral cada vez mais saudável, diverso e sem discriminação no TJMMG.

Além dessa campanha está em vigor, ao longo do ano, a Dica Sustentável, que em 2025 vem trabalhando a chamada sustentabilidade social, que se refere a um conjunto de ações e práticas que visam melhorar a qualidade de vida da sociedade, promovendo a equidade, o bem-estar e a inclusão. Dentro desse escopo já foram trabalhados junto ao público interno temas como empatia e escuta ativa.

Também está no ar a campanha contra o racismo, que divulga o novo canal para recebimento de denúncias no TJMMG. Pelo e-mail racismo@tjmmg.jus.br, qualquer pessoa que foi vítima ou testemunhou um ato de racismo pode fazer sua denúncia de forma sigilosa, para apuração e adoção das medidas cabíveis dependendo do caso.

Texto: Esperança Barros
Ascom/TJMMG

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