Representantes de instituições que compõem o Comitê Local da Política de Atenção a Pessoas em Situação de Rua do Poder Judiciário (Comitê PopRuaJud), entre eles o Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais (TJMMG), participaram de uma visita ao Instituto de Apoio e Orientação a Pessoas em Situação de Rua (Inaper), no bairro Bonfim, na região noroeste de Belo Horizonte. A ação, realizada no último dia 27 de maio, fez parte do curso “Atendimento Humanizado no Judiciário Mineiro às Pessoas em Situação de Rua”, promovido pela Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (Ejef/TJMG).
A visita supervisionada é uma etapa do curso, e objetiva que que os participantes possam ouvir pessoas em situação de rua e conhecer seus dilemas. “A gente fez uma roda de conversa para subsidiar a construção do curso, que deve refletir o que é atendimento humanizado a essas pessoas”, explicou a gerente de Planejamento e Desenvolvimento Pedagógico (Geped) da Ejef, Inah Szerman Rezende.
O grupo que visitou o instituto contou com magistrados, servidores e psicólogos, entre eles o juiz de Direito do Juízo Militar João Pedro Hoffert Monteiro de Lima. O magistrado participou de um clube de leitura do Inaper e destacou o engajamento dos participantes.
“Foi muito interessante participar do clube de leitura e ver dez, quinze pessoas engajadas na atividade, todos lendo um livro de crônicas e participando. Eles compartilharam conosco e falavam: ‘Olha, esse clube faz a diferença para nós. A gente consegue entrar no mundo do livro, viajar, discutir e conhecer um pouquinho da realidade de cada um’”, agradeceu o juiz.
Na roda de conversa, as pessoas atendidas pelo Inaper compartilharam reflexões sobre o cotidiano. Arthur Rocha dos Santos, de 28 anos, que vive em situação de rua, afirmou que a visita o surpreendeu. “Não esperava tanta gente interessada em saber um pouco mais da gente, o que a gente passa de bom e de ruim. Não é porque a gente está na rua que só tem coisas ruins, né? A gente chora, mas também sorri”, disse.

Edição: Esperança Barros (Ascom/TJMMG), a partir de texto da Dircom/TJMG
Fotos: Cecília Pederzoli /TJMG
