TJMMG lidera ranking de sustentabilidade no segmento Justiça Militar Estadual

O Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais (TJMMG) teve o maior Índice de Desempenho de Sustentabilidade (IDS) entre os Tribunais de Justiça Militar, segundo 10º Balanço da Sustentabilidade do Poder Judiciário, referente ao ano-base de 2025, divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O TJMMG alcançou 67,61% de IDS e subiu de segundo para primeiro lugar no ranking do IDS na Justiça Militar Estadual.

O resultado foi anunciado durante a 4ª edição do Judiciário Sustentável, realizado na última sexta-feira, 14, na sede do CNJ, em Brasília. Os dados foram apresentados pelo supervisor da Política de Sustentabilidade do Poder Judiciário, conselheiro Paulo Régis Botelho; pela coordenadora da Comissão Gestora do Plano de Logística Sustentável (PLS), juíza auxiliar da Presidência do CNJ Gabriela Lenz; e pela diretora executiva do Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ/CNJ), Gabriela Soares Azevedo.

O 10º Balanço da Sustentabilidade apresenta uma análise da série histórica referente à sustentabilidade por segmento de Justiça. Segundo o CNJ, no conjunto do segmento Justiça Militar Estadual, o consumo de papel seguiu o ritmo de diminuição iniciado em 2019, com queda de 23,3% em 2025 com relação ao ano de 2024. O consumo de copos reduziu em 82,2%, o uso de embalagens descartáveis caiu 32,3%, e o de embalagens retornáveis, 11,3%.

O consumo de energia elétrica também reduziu em 6,8% nos TJMs, mas o consumo de água e esgoto aumentou em 12,5% ao longo do ano de 2025, segundo o Balanço. O volume de material destinado à reciclagem aumentou em 6,4%, chegando a 5,5 toneladas no total. Em 2025 foram realizadas 14 ações de capacitação, quatro ações solidárias e 64 ações de qualidade de vida pelos tribunais.

A imagem mostra um cartaz em tons de verde. O fundo apresenta a textura de uma folha de árvore em tom verde-escuro. No centro superior, há o desenho de uma árvore na cor verde-claro. Abaixo aparece o título destacado em faixas nas cores branca e verde. No canto inferior central aparece a logomarca do CNJ em cor branca.

Sustentável – O Judiciário Sustentável é uma iniciativa do CNJ que busca fortalecer a gestão socioambiental no Poder Judiciário, promovendo práticas voltadas à proteção do meio ambiente, à acessibilidade, à diversidade e ao uso responsável de recursos públicos. O programa estimula tribunais e órgãos da Justiça a adotarem ações alinhadas aos princípios da sustentabilidade e aos critérios ESG (ambientais, sociais e de governança), além de divulgar, anualmente, o Balanço da Sustentabilidade do Poder Judiciário.

Na avaliação do supervisor da Política Nacional do Poder Judiciário para o Clima e Meio Ambiente e conselheiro do CNJ Ilan Presser, a agenda ambiental do Judiciário deve combinar a atuação nos processos ambientais com a adoção de práticas sustentáveis na gestão dos tribunais. “É importante termos em mente a divisão das políticas judiciárias nacionais na questão do clima e do meio ambiente. Há uma atuação voltada para fora, relacionada à atividade jurisdicional e à solução dos processos ambientais, e uma atuação voltada para dentro das instituições, baseada na ideia de que o exemplo deve acompanhar o discurso”, afirmou.

Para o conselheiro, o exemplo precisa vir por meio da governança, da transparência e da valorização das boas práticas de sustentabilidade. “As iniciativas dos tribunais devem ser compartilhadas para que o Judiciário funcione como um sistema integrado, em que experiências bem-sucedidas possam inspirar outros órgãos”, completou.

O coordenador do Departamento de Gestão Estratégica (DGE) e juiz auxiliar da Presidência do CNJ Thiago Henrique Teles Lopes ressaltou que a sustentabilidade deixou de ser uma pauta secundária para se tornar uma responsabilidade permanente das instituições públicas. Segundo ele, o Poder Judiciário deve incorporar uma cultura de responsabilidade ambiental, social e institucional em sua atuação e transformar conhecimento em resultados concretos.

Acesse o 10º Balanço da Sustentabilidade do Poder Judiciário

Assista à 4ª edição do Judiciário Sustentável

Texto: Rafaela Berigo, a partir de texto de Ana Moura (Agência CNJ de Notícias)
Edição: Esperança Barros
Ascom/TJMMG

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