Cartilha “Você não está só” reforça prevenção e enfrentamento à violência doméstica

O Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais (TJMMG) concluiu, neste mês de julho, a campanha de divulgação interna da cartilha de prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar praticada contra magistradas e servidoras intitulada “Você não está só”. Lançada no mês de junho, a cartilha reúne e consolida, em um único material, os conteúdos das três edições da campanha homônima, desenvolvida pelo Tribunal anualmente desde 2024.

A cartilha foi divulgada no site do TJMMG e amplamente divulgada no dia 12 de junho por e-mail junto ao público interno do Tribunal, incluindo magistrados, servidores, colaboradores terceirizados, militares à disposição e estagiários. Seu objetivo é promover reflexão, mobilização e compromisso, contribuindo para que o público esteja mais atento aos sinais da violência, mais preparado para agir diante dessas situações e mais comprometido com a construção de ambientes seguros, dentro e fora das instituições.

A imagem mostra a capa da cartilha “Você não está só”. Nela está escrito: Você não está só, violência é crime. Cartilha Você não está só. A imagem apresenta fundo roxo. No lado direito do cartaz, há a fotografia de parte do rosto de uma mulher, com destaque para um dos olhos marcado em roxo. Abaixo aparece o título da cartilha. No lado esquerdo aparece o logotipo reduzido do TJMMG, formado por um triângulo vermelho estilizado acompanhado das iniciais do nome da instituição.
Capa da cartilha que reúne três anos de campanha de prevenção e enfrentamento à violência doméstica no TJMMG

Como reforço, uma campanha foi realizada utilizando a rede de TV corporativa do TJMMG ao longo de todo o mês de junho e início de julho, em formato de retrospectiva, com uma semana dedicada a relembrar o conteúdo de cada edição da campanha, em razão da relevância do tema e da necessidade de consolidá-la como fonte permanente de informação e consulta, especialmente para o público-alvo. A iniciativa também busca ampliar o alcance da campanha entre os novos servidores que ingressaram na Justiça Militar de Minas Gerais nos últimos anos e que não acompanharam as edições de anos anteriores.

Em 2024, a primeira edição apresentou as cinco formas de violência doméstica: física, sexual, psicológica, moral e patrimonial. Na ocasião, também foi divulgada a composição e os contatos para denúncia na Subcomissão de Prevenção à Violência e Medidas de Segurança Voltadas ao Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar Praticada contra Magistradas e Servidoras da Justiça Militar de Minas Gerais, responsável pelo acolhimento de magistradas e servidoras em situação de violência.

A imagem mostra uma das artes da campanha “Você não está só – Ano 1” reunidas na Cartilha, e que tratou dos tipos de violência. Nela está escrito: Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais. Campanha de prevenção e enfrentamento da violência doméstica e familiar praticada contra magistradas e servidoras. Você não está só. Em caso de violência doméstica: acione a Polícia Militar pelo número 190 ou vá até uma Delegacia da Mulher; registre o Boletim de Ocorrência e represente criminalmente na delegacia contra o agressor; faça o exame de corpo de delito; solicite medida protetiva de urgência. Não se cale. Denuncie. E-mail: violenciadomestica@tjmmg.jus.br. O cartaz possui fundo em tom claro de bege. Na parte superior aparece o logotipo do TJMMG, formado por um triângulo vermelho acompanhado do nome da instituição. Logo abaixo aparecem os textos da cartilha. Na parte inferior, aparecem silhuetas de mulheres em diferentes tons de azul, marrom, laranja e rosa.
Uma das imagens da campanha “Você não está só – Ano 1”, que tratou dos tipos de violência

No ano 2, em 2025, a campanha abordou o ciclo da violência doméstica e familiar, caracterizado por uma sucessão de etapas que se repetem, intensificando a gravidade dos episódios e mantendo as vítimas presas em um sistema de abuso. O ciclo é composto por três fases, caracterizadas pelo aumento da tensão, o ato de violência e o que vem depois, normalmente com arrependimento do agressor e a volta a um comportamento carinhoso para recuperar a confiança e aumentar a dependência da vítima, culminando, em muitos casos, com a volta da tensão e a agressividade.

A imagem mostra um cartaz do conteúdo da segunda campanha “Você não está só”, que integra a cartilha. Nele está escrito: Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais. Ciclo da violência. Fase 1. Aumento da tensão. O agressor se apresenta irritado por nada. Humilha a vítima por meio de xingamentos e ameaças. A mulher se sente culpada, com medo e insegura. Nesta fase existe uma negação, ocultação dos fatos e a tentativa de justificar o acontecimento. Pode evoluir para a Fase 2.  A imagem apresenta fundo fundo lilás. Na parte superior aparece o logotipo do TJMMG, formado por um triângulo vermelho acompanhado do nome da instituição. Logo abaixo aparece o título da cartilha sobre uma faixa rosa. Ao centro, aparece uma foto de um homem gritando ao lado de uma mulher com as mãos nos ouvidos. Na parte inferior, há um bloco rosa com texto em tópicos.
Conteúdo referente ao ano 2, que abordou o ciclo da violência

Já em 2026, no ano 3, a orientação foi sobre como agir em casos de violência doméstica, com base no Protocolo Integrado de Prevenção e Medidas de Segurança voltado ao Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher Praticada em Face de Magistradas e Servidoras, instituído pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As orientações contemplam medidas a serem adotadas antes, durante e após situações de violência.

Na apresentação da cartilha, a juíza de Direito do Juízo Militar Carolina Aleixo Benetti de Oliveira Rodrigues, coordenadora da Subcomissão, destaca a intenção da integração das ações desenvolvidas pelo Tribunal e reforça a importância de ampliar o debate sobre o tema. “O enfrentamento à violência doméstica não pode ficar restrito às decisões judiciais. Ele precisa também estar presente dentro das instituições, nos espaços de trabalho, na cultura organizacional e na forma como cuidamos das pessoas”, enfatiza.

A imagem mostra um cartaz do conteúdo da campanha “Você não está só - ano 3”, que está reunido na cartilha. Nele está escrito: Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais. Esteja preparada. Se você se encontra em uma situação de risco iminente, saiba que antes da ocorrência da violência doméstica você deve: 1. Contar o que está acontecendo para pessoas de confiança. 2. Incluir na sua lista de contatos telefones dos serviços de proteção à mulher vítima de violência. 3. Deixar documentos, remédios e chaves guardados em local específico, de fácil acesso. 4. Planejar a saída de casa e transporte para um local seguro. 5. Caso já exista medida protetiva, mantenha o documento em local de fácil acesso. Você não está só. Violência contra a mulher é crime. Conte com a gente. O TJMMG está pronto para te acolher, ouvir e ajudar sempre que precisar. A imagem apresenta fundo roxo. No lado esquerdo aparece o texto da cartilha. No lado direito, há a fotografia de parte do rosto de uma mulher, com destaque para um dos olhos. Na parte superior aparece o logotipo do TJMMG, formado por um triângulo vermelho acompanhado do nome da instituição. Logo abaixo aparece o título da cartilha.
O Protocolo Integrado de Prevenção e Medidas de Segurança voltado ao Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do CNJ serviu de base para a terceira edição

A edição da cartilha foi uma iniciativa da Subcomissão de Prevenção à Violência e Medidas de Segurança Voltadas ao Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar Praticada contra Magistradas e Servidoras da Justiça Militar de Minas Gerais, com apoio da Assessoria de Comunicação Institucional (Ascom). Até dezembro, a divulgação continuará sendo veiculada na rede de TV corporativa a título de reforço, como uma campanha permanente.

“Trata-se de um material que pretende sistematizar as ações já realizadas, ampliar o conhecimento sobre as diversas formas de violência e contribuir para que os sinais de alerta possam ser identificados de forma mais clara e precoce”, reforça a magistrada.

Confira a cartilha “Você Não Está Só”

Texto: Rafaela Berigo
Edição: Esperança Barros
Ascom/TJMMG

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