
O Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais (TJMMG) esteve presente na cerimônia de abertura da exposição “Entre a tradição e a modernidade brasileira”, do artista mineiro Inimá de Paula (1918-1999), realizado no hall do edifício-sede do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG), na noite de terça-feira, 19. O desembargador ouvidor Fernando José Armando Ribeiro compôs o dispositivo de honra representando o presidente do TJMMG, desembargador Jadir Silva.
A exposição “Entre a Tradição e a Modernidade Brasileira” é composta por 24 obras do artista plástico mineiro Inimá de Paula (1918-1999), produzidas de 1948 a 1983. A Galeria de Arte do TJMG apresenta a exposição gratuita até 1° de abril, com visitação de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, no hall do edifício-sede, localizado na avenida Afonso Pena, 4001, bairro Serra.
Estiveram também no dispositivo de honra da abertura da exposição, ao lado do desembargador Fernando Armando Ribeiro, o presidente do TJMG, desembargador Luiz Carlos de Azevedo Corrêa Junior; o 2º vice-presidente e superintendente da Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef), desembargador Saulo Versiani Penna; o ex-presidente do TJMG e atual superintendente de Projetos Artísticos e Culturais, desembargador José Arthur de Carvalho Pereira Filho; o ex-presidente do TJMG desembargador Pedro Carlos Bitencourt Marcondes; e o vice-presidente do Conselho Diretor da Fundação Inimá de Paula, Adriano Bernardes de Souza.
Em seu pronunciamento, o presidente do TJMG destacou a importância da exposição para a Galeria de Arte do órgão. “Temos realizado inúmeras exposições, trazendo a arte e a cultura para o nosso Tribunal, e essa é mais emblemática ainda. Um artista mineiro que retratou Minas Gerais e outros estados da Federação. Receber obras de um artista como o Inimá de Paula é uma grande honra para todos nós. Começamos muito bem o ano e tenho certeza de que vamos prosseguir com inúmeras exposições de qualidade”, disse o desembargador Luiz Carlos de Azevedo Corrêa Junior.
O sobrinho de Inimá e conselheiro fiscal da Fundação, Moacyr de Paula, falou sobre o legado do tio e o significado da mostra no TJMG para a família. “Eu era fã número um dele. O Inimá era uma grande pessoa e um artista nato, autodidata. A exposição no Tribunal de Justiça representa muito para mim e para a família toda, porque é através de sua arte que ele segue vivo por toda a eternidade. É o seu legado”, comentou.
Inimá de Paula – Natural de Itanhomi, o pintor Inimá de Paula nasceu em 1918 e dedicou sua vida à arte. Conhecido como “Mestre das Cores”, por obras carregadas de vida, pigmentadas por cores fortes e traços intensos, ele é considerado uma das figuras mais importantes do mundo da arte. Seu trabalho teve uma contribuição relevante para a formação da arte moderna no Brasil.
O artista recebeu várias premiações ao longo da carreira, como a menção honrosa, a medalha de bronze e a medalha de prata do Salão Nacional de Belas Artes; participou da 1ª e da 5ª Bienal de São Paulo; e realizou 49 mostras individuais, no Rio de Janeiro, em Salvador, Belo Horizonte, Brasília e São Paulo. Integrou ainda exposições coletivas em todo o Brasil, na Argentina, no Peru, no Chile, na Alemanha, nos Estados Unidos, na Áustria, em Portugal, na Espanha, na França, na Holanda e no Japão.
Como reconhecimento, recebeu prêmios, como o Prêmio de Viagem ao Exterior, pelo Salão de Arte Moderna, em 1952, além de medalhas de prata e bronze. Ajudou na fundação da Sociedade Cearense de Artes Plásticas e, antes de seu falecimento, em 1999, participou da criação da Fundação Inimá de Paula. Em 2007 foi inaugurado em sua homenagem o Museu Inimá de Paula, em Belo Horizonte.

Texto: Ana Luísa Ribeiro e Nicolas Pereira, a partir de texto do TJMG
Edição: Esperança Barros
Ascom/TJMMG
Fotos: Euler Júnior/TJMG
