Teorias sobre dolo e culpa são abordadas em nova trilogia da série “Você conhece o Direito Militar?”

A série “Você conhece o Direito Militar?” inicia nesta sexta-feira, 14, uma trilogia na qual o juiz de Direito substituto do Juízo Militar Bruno Cortez Torres Castelo Branco trabalha teorias sobre dolo e culpa no Direito Penal a partir de um caso prático do emprego da técnica do mata-leão, um tipo de golpe de estrangulamento. Neste vídeo inaugural ele faz a análise a partir da chamada teoria psicológica da vontade.

Imagem mostra um trecho do vídeo apresentado pelo juiz de Direito Bruno Cortez Torres Castelo Branco. Ele veste terno escuro, camisa branca, e está numa sala com parede branca e um detalhe de um quadro ao fundo
Trecho do vídeo que abre a trilogia apresentada pelo juiz de Direito substituto do Juízo Militar Bruno Cortez Torres Castelo Branco

Desenvolvido pelo Laboratório de Inovação do Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais (TJMMG), o projeto “Você conhece o Direito Militar?” tem como principal objetivo democratizar o ensino jurídico e difundir este importante ramo do Direito, por meio de vídeos curtos com linguagem simples, acessível e inclusiva, gravados por juízes, promotores, defensores, advogados e servidores atuantes na Justiça Militar.

Na trilogia, o juiz Bruno Cortez Torres Castelo Branco parte de um caso prático, no qual policiais militares aplicaram o mata-leão no proprietário de um estabelecimento comercial que ofereceu resistência durante uma abordagem no interior do estado. O emprego da técnica de forma excessiva, por tempo demasiado, acabou provocando a morte da vítima por asfixia.

Neste vídeo de estreia, o magistrado faz a análise a partir da aplicação da teoria psicológica da vontade, e explica que é preciso analisar como o policial teria se comportado mesmo tendo certeza de que aquela pessoa abordada morreria ao final. “Para a teoria da vontade psicológica, o importante, o dado principal a ser analisado, é a vontade, ou seja, o desejo em sentido psicológico se aquele policial tinha motivos íntimos, motivos pessoais, para querer que aquele resultado acontecesse ou não”, diz.

Assista ao episódio de estreia dessa nova trilogia.

Texto: Esperança Barros
Ascom/TJMMG

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