Mês do Meio Ambiente segue com sensibilização acerca do descarte correto de resíduos

O Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais (TJMMG) está realizando, neste mês, uma campanha institucional em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho. A iniciativa tem como objetivo promover a conscientização ambiental e incentivar a adoção de práticas sustentáveis no âmbito do Tribunal, especialmente quanto ao descarte correto de resíduos dentro do ambiente institucional.

Desde 2023 o TJMMG mantém uma parceria com a Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Materiais Reaproveitáveis (Asmare) para doação de material reciclável. Porém, nos últimos tempos, muitas vezes essa doação tem sido prejudicada por falta de um maior cuidado por parte do público interno na hora de fazer o descarte.

Por isso, no dia 10, foi realizada a palestra “Destinação correta de resíduos e responsabilidade socioambiental no ambiente institucional”, proferida por Alfredo de Sousa Matos, membro da Asmare. O palestrante, conhecido como Índio, já esteve em outras oportunidades no Tribunal falando sobre o tema, sempre com dicas práticas, e nesta oportunidade apresentou sua história e experiência de vida como cidadão que contribui para a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável, compartilhando conhecimentos e orientações sobre a destinação adequada dos resíduos.

A imagem mostra o palestrante Alfredo de Sousa Matos em pé, no auditório do TJMMG. Ele veste uma blusa amarela e calça preta. Com o braço esquerdo estendido, ele aponta para uma tela de apresentação posicionada à esquerda da imagem projetando dados fornecidos pela Asmare.
Alfredo de Sousa Matos, da Asmare, durante a apresentação da palestra

Dentre as principais recomendações apresentadas por Índio estiveram a importância de separar corretamente os materiais recicláveis dos rejeitos para evitar a contaminação de papel e de outros materiais recicláveis; reduzir o desperdício; embalar vidros quebrados de forma segura; utilizar adequadamente a coleta seletiva; além de reconhecer a relevância do trabalho dos catadores para a preservação ambiental e a reciclagem.

Uma das dicas principais é não misturar recicláveis com orgânicos ou rejeitos. Segundo o palestrante, quando o reciclável é descartado junto com o lixo comum, “ele vai virar lixo” e perde o potencial de reciclagem. Por isso, também é preciso fazer a destinação correta, com a entrega para a coleta seletiva ou para catadores, evitando que este material seja recolhido pelo caminhão de lixo comum.

Para não contaminar o papel, é importante não o misturar com restos de alimentos, líquidos, iogurte, frutas ou outros resíduos orgânicos. Para reciclagem, também não se pode amassar as folhas, sendo o correto apenas rasgá-las.

Diferente do que muitos pensam, caixas de pizza podem ser recicladas, desde que a gordura ou os restos de alimento não tenham contaminado todo o papelão. Caixas de leite e suco também podem ser recicladas, reaproveitadas na fabricação de telhas, cadeiras e outros produtos.

Importante destacar que reciclagem não combina com desperdício de água, então Índio orientou que não é preciso lavar excessivamente embalagens. Segundo ele, um rápido enxague para retirada do excesso de resíduos já é suficiente para evitar mau cheiro e insetos.

Quanto aos materiais não recicláveis pela Asmare, ele cita embalagens metalizadas de salgadinhos e biscoitos, alguns tipos de isopor com baixo valor comercial, tampas de embalagens plásticas de bolo e outros materiais para os quais não há comprador.

A imagem mostra o auditório do TJMMG, onde uma plateia diversa está sentada em fileiras de poltronas vermelhas. No lado esquerdo, o palestrante Alfredo de Sousa Matos, um homem vestindo uma camiseta amarela e calça escura, está de pé, falando voltado para o público. O público, composto por homens e mulheres, está concentrado assistindo à apresentação.
Servidores do TJMMG acompanham a palestra “Destinação correta de resíduos e responsabilidade socioambiental no ambiente institucional”

Conscientização – A palestra lotou o auditório do TJMMG. O evento foi aberto pelo juiz de Direito do Juízo Militar Bruno Cortez Torres Castelo Branco, integrante da Comissão Gestora do Plano de Logística Sustentável (CGPLS) que, em seu discurso, destacou a relevância do tema. “Uma simples atitude de consciência ambiental pode garantir não só a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável, mas também a dignidade de várias pessoas que dependem desses materiais como sua principal e, muitas vezes, única fonte de renda e subsistência”, disse.

A imagem mostra o juiz de Direito do Juízo Militar Bruno Cortez Torres Castelo Branco, em pé atrás de uma tribuna de madeira, falando ao microfone no auditório do TJMMG. Ele veste um terno preto, camisa clara e gravata escura. Ao fundo, aparece uma tela de apresentação fixada na parede, com a imagem do cartaz do evento.
Juiz de Direito do Juízo Militar Bruno Cortez Torres Castelo Branco, membro do CGPLS, no lançamento da campanha em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente

O juiz também chamou atenção para o volume de resíduos descartados de forma inadequada no país, especialmente materiais que poderiam ser reciclados e gerar renda para os catadores. “Cerca de 4 milhões de toneladas de resíduos são descartadas de forma incorreta. Muitas vezes, materiais que poderiam ser reciclados, como o papel, acabam misturados a entulhos e enviados para locais inadequados”, lamentou, reforçando a importância da valorização do trabalho dos catadores e a participação da população como fortalecimento para o processo de reciclagem. “Enquanto essas pessoas trabalham diariamente pelo bem de todos, não custa nada a gente contribuir, dar uma mãozinha e fazer a nossa parte”, reforçou.

“Muita gente não nota porque ele é invisível como trabalhador e, às vezes, ele é mais importante do que muita gente, porque está retirando das ruas aquilo que você jogou no lixo”, corroborou Índio. “Cada material reciclado representa a geração de renda, dignidade e transformação de vidas. Mesmo diante das dificuldades, os catadores seguem firmes contribuindo diretamente para a preservação ambiental e para uma cidade mais sustentável”, concluiu o palestrante.

A palestra foi encerrada pela servidora Ana Paula Brazileiro Vilar Hermont, gerente do Escritório Corporativo de Projetos, Inovação e Gestão Estratégica, e integrante da CGPLS, que abordou a relação entre o descarte correto de resíduos e a manutenção predial do edifício-sede do TJMMG. Na ocasião, ela reforçou como pequenas atitudes no dia a dia podem contribuir para a conservação das instalações, a redução de custos de manutenção e a promoção da sustentabilidade institucional.

Campanha – O Mês do Meio Ambiente é promovido pelo CGPLS, com o apoio da Escola Judicial Militar (EJM) e da Assessoria de Comunicação Institucional (Ascom). A ação está alinhada às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em especial à Resolução CNJ n. 400/2021, que institui a Política de Sustentabilidade no âmbito do Poder Judiciário e incentiva a adoção de práticas voltadas à responsabilidade ambiental, social e econômica, bem como à gestão eficiente dos recursos públicos.

A campanha também encontra fundamento na Resolução CNJ n. 594/2024, que reforça o compromisso institucional com a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estimulando a incorporação da sustentabilidade às rotinas administrativas, à governança e à cultura organizacional.

Texto: Rafaela Berigo
Edição: Esperança Barros
Ascom/TJMMG

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