Aula magna do curso de Direito Penal Internacional está disponível no canal da EJM

Está disponível aos interessados, no canal do YouTube da Escola Judicial Militar do Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais (EJM/TJMMG), o vídeo com a íntegra da aula magna “Não há anistia para crimes contra a humanidade”, realizada no dia 27 de agosto para marcar a abertura do curso de extensão “Direito Penal Internacional: fundamentos, princípios e justiça de transição”, promovido pelo Tribunal em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ministrada pelo professor Marcelo Andrade Cattoni de Oliveira, titular da Faculdade de Direito da UFMG, a atividade discutiu os limites da anistia diante de graves violações de direitos humanos e a importância da preservação da memória e da verdade sobre períodos de autoritarismo.

A imagem mostra a aula magna de abertura do curso “Não há anistia para crimes contra a humanidade”, no plenário do TJMMG. Em primeiro plano, o público aparece costas, acomodado em fileiras de poltronas pretas com detalhes em vermelho, incluindo homens e mulheres civis e militares. Ao centro está uma tribuna com o palestrante, o professor Marcelo Andrade Cattoni de Oliveira palestrante, um homem calvo usando óculos, camisa escura e paletó preto. Ao fundo está a tribuna do plentário, também em madeira, com cadeiras presta, e bandeiras oficiais hasteadas, entre as quais se destaca a bandeira do Brasil. Na parede branca há letras metálicas trazem a inscrição "Tribunal De Justiça Militar do Estado de Minas Gerais", enquanto na parede lateral esquerda dois monitores de televisão transmitem o evento em tempo real.
Professor Marcelo Andrade Cattoni de Oliveira, titular da Faculdade de Direito da UFMG, ministrou a aula magna no plenário do TJMMG

O curso de extensão busca aproximar a produção acadêmica da atividade jurisdicional, promovendo o intercâmbio de conhecimentos e o debate sobre temas contemporâneos do Direito Penal Internacional. A aula magna foi aberta pelo juiz de Direito substituto do Juízo Militar Bruno Cortez Torres Castelo Branco, que ressaltou a proposta do curso de ampliar o debate sobre o direito internacional, direitos humanos e a justiça de transição, aproximando diferentes experiências.

O magistrado destacou a importância de compreender como diversos países lidaram com violações de direitos humanos ocorridas em períodos de exceção. Para ele, esse processo envolve não apenas a reparação, mas também o reconhecimento e a preservação da memória histórica. “Essa ideia de uma reconciliação que não é pelo apagamento da memória, mas pela sua recuperação e sua preservação, é a ideia de justiça de transição”, disse.

Ao abordar a Lei da Anistia, o professor Marcelo Andrade Cattoni de Oliveira destacou que seus efeitos vão além da impossibilidade de responsabilização dos agentes envolvidos em graves violações. Segundo ele, a Corte Interamericana de Direitos Humanos considera que “a própria Lei de Anistia impede a recuperação da história. Ela não apenas impede a responsabilização, mas também o exercício da memória e da verdade acerca daquele período”.

“A Lei de Anistia se estende não apenas àqueles que cometiam crimes contra a segurança nacional, mas também aos próprios agentes do regime”, explicou. “A Corte vai dizer que a legislação deveria ser revogada, porque é responsável por obstaculizar a recuperação da história do período, a reparação e a responsabilização de agentes envolvidos”, concluiu.

Assista à aula magna na íntegra. 

A imagem mostra dois homens em pé no centro do plenário do Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais. À esquerda da imagem está o professor Marcelo Andrade Cattoni de Oliveira, vestido com camisa e calça preta. Ele segura com ambas as mãos um certificado de participação no evento. Ao seu lado, à direita da imagem, está o juiz direito de Direito Bruno Cortez Torres Castelo Branco, que usa óculos, terno e gravata cinza, e camisa branca. Eles estão posicionados em frente à tribuna do Plenário, em madeira. Ao fundo, sobre um painel iluminado, está o nome do tribunal com letras de alumínio, e à esquerda há bandeiras oficiais hasteadas à esquerda.
O juiz de Direito Bruno Cortez Torres Castelo Branco na entrega de certificado ao palestrante convidado

Texto: Rafaela Berigo
Edição: Esperança Barros
Ascom/TJMMG

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