Foi dado o primeiro passo na construção do Planejamento Estratégico 2027-2032 do Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais (TJMMG). A palestra “A importância do Planejamento Estratégico no Poder Judiciário”, apresentada pelo servidor Ezequias Estevão de Oliveira, compartilhou com gestores conceitos acerca da relevância do documento e divulgou os alicerces que fundamentarão a elaboração conjunta deste que é o norteador dos caminhos que a Justiça Militar de Minas Gerais vislumbra para os próximos anos.

“O Planejamento Estratégico não é um produto isolado, mas resultado de uma governança viva”, introduziu o palestrante que atua no Escritório Corporativo de Projetos, Inovação e Gestão Estratégica, e que possui experiência em gestão estratégica, planejamento institucional, gestão de projetos e acompanhamento das iniciativas estratégicas do Tribunal.
Ezequias Estevão de Oliveira explicou que os trabalhos levarão em conta os 13 Macrodesafios da Estratégia Nacional do Poder Judiciário para o próximo sexênio, estabelecidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e que serão desdobrados em objetivos estratégicos, táticos e operacionais. Esses objetivos de longo, médico e curto prazo, respectivamente, devem ser coordenados entre si.
“Cada nó dessa estrutura representa a interdependência desses níveis do planejamento. Às vezes, ao executar uma tarefa, a pessoa não tem noção da importância daquilo em um contexto maior”, disse. “Cabe às lideranças, que têm a visão macro, fazer com que aquela ação operacional faça sentido a quem está responsável pela execução na ponta”, completou.
O palestrante anunciou que os trabalhos serão desenvolvidos em quatro macrofases. A primeira delas é o diagnóstico institucional, onde se estabelece um olhar rigoroso para os 52 indicadores estratégicos do ciclo anterior, referentes ao período 2021-2026, e os índices alcançados. “É nesta fase que faremos uma escuta ativa para coleta de dados qualitativos de lições aprendidas junto a magistrados e servidores, e que apontarão as forças, fraquezas, ameaças e oportunidades”, detalhou.
Na segunda fase haverá o que Ezequias chama de “filtro de refinamento” dos dados, o que inclui a atualização dos conceitos de missão, visão e valores, além do desdobramento dos macrodesafios do CNJ em metas mensuráveis e adequadas à realidade do TJMMG. “É nessa fase onde vamos colocar a régua para medir os indicadores no futuro”, explicou.
Já a terceira fase contemplará a implantação do Plano Estratégico com seu respectivo plano de ação. Ezequias disse que é nesse momento que são definidas as ações práticas (como programas e projetos vinculados aos objetivos estratégicos) e feito o alinhamento orçamentário para garantir a viabilidade especialmente das inovações e melhorias propostas.
A fase quatro é de monitoramento e ajuste contínuo, no chamado ciclo de governança. “O Planejamento Estratégico não se encerra na aprovação da resolução pelo Tribunal Pleno. A verdadeira força desta metodologia não reside em suas etapas isoladas, mas em sua retroalimentação”, defendeu. “O monitoramento de hoje fornece os dados para o diagnóstico amanhã. O planejamento nunca termina, ele evolui”, concluiu o palestrante.

Público presente à palestra “A importância do Planejamento Estratégico no Poder Judiciário”
Sensibilização – Este será o terceiro planejamento estratégico do TJMMG e a palestra “A Importância do Planejamento Estratégico” marcou uma tarde de sensibilização e alinhamento entre gestores acerca do trabalho que será desenvolvido até outubro deste ano.
“O Tribunal caminha para os seus 90 anos e temos que ter nossa missão, aquilo que são nossos valores intrínsecos, e vislumbrar o que queremos alcançar com isso. E para inovar temos que planejar, tudo na vida requer planejamento e organização”, disse o desembargador Rúbio Paulino Coelho, vice-presidente do TJMMG e coordenador dos trabalhos de elaboração do Planejamento Estratégico 2027–2032.
O magistrado conduziu uma reunião de trabalho após a palestra, ao lado do assessor de relações institucionais da Presidência, coronel Giovanne Gomes da Silva, e do tenente-coronel Marcelo Ribeiro Vilas Boas, militar responsável por trabalhar na elaboração de alguns dos planejamentos feitos pela Polícia Militar de Minas Gerais. A primeira parte da reunião abordou o tema “Conhecendo e construindo o Planejamento Estratégico”, o que incluiu o detalhamento sobre as diferentes escolas de análise estratégica. “Elas não competem entre si, mas revelam partes diferentes do mesmo fenômeno”, pontuou Villas Boas.
Na segunda parte, foram apresentadas ferramentas disponíveis na definição do Planejamento Estratégico, e aberto o momento para que os gestores tirassem dúvidas sobre como otimizar a elaboração do documento. “Estratégia não é previsão, é preparação, planejamento reduz variabilidade. Critérios, prioridades e ritos alinham decisões. Estratégia é escolha e exige priorização – inclusive o que não fazer também é estratégia, porque toda estratégia é uma renúncia. Operar hoje e construir amanhã, esse é o paradoxo da gestão”, concluiu o militar convidado da reunião.
Texto: Esperança Barros
Ascom/TJMMG
