O Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais (TJMMG) prestigiou na sexta-feira, 5, uma homenagem ao ministro Afrânio Vilela, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O evento foi promovido pela Associação dos Magistrados Mineiros (Amagis) e pela Escola Superior da Magistratura Desembargadora Jane Silva (Emajs), e contou com a presença de diversos magistrados, entre eles os desembargadores do TJMMG James Ferreira Santos, vice-presidente, representando o presidente, desembargador Jadir Silva, e Fernando Antônio Nogueira Galvão da Rocha, diretor da Escola Judicial Militar (EJM).
O dispositivo de honra contou com os dois desembargadores do TJMMG e a presidente da Amagis, juíza Rosimere Couto; o ministro do STJ, Afrânio Vilela; o presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Luiz Carlos de Azevedo Corrêa Junior; o 1º vice-presidente do TJMG, desembargador Marcos Lincoln, e o 3º vice-presidente, desembargador Rogério Medeiros; o corregedor-geral de Justiça, desembargador Estevão Lucchesi; o diretor-geral da Emajs, desembargador Henrique Abi-Ackel Torres; o desembargador Salvio Chaves, representando o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), desembargador Júlio César Lorens; além do diretor da Escola Judicial do TRE-MG e ex-presidente da Amagis, juiz Luiz Carlos Rezende e Santos.
A programação, realizada na sede da Amagis, iniciou com a aula magna “A Inteligência Artificial no Poder Judiciário”, proferida pelo próprio ministro Afrânio Vilela. Durante sua exposição, apresentou uma análise abrangente sobre as oportunidades e os desafios que a inteligência artificial representa para o Judiciário, sublinhando a importância da capacitação dos operadores do Direito e do uso responsável das tecnologias emergentes, de modo a garantir segurança jurídica, eficiência e confiança social.
Na sequência foi realizado o lançamento do livro “Afrânio Vilela: um mineiro de Ibiá no Superior Tribunal de Justiça”, que retrata a carreira jurídica e a trajetória pessoal do ministro. A obra reúne 16 artigos que, segundo o desembargador Luís Carlos Gambogi – que organiza o livro junto com o juiz Richardson Xavier Brant, diretor executivo da Emajs -, embora adotem rigor científico em suas análises, expressam igualmente admiração, respeito e apreço pela figura do homenageado.
“Tive a clara demonstração dos muitos motivos e razões que elevaram o ministro Afrânio Vilela ao STJ. Fica a impressão de que o homenageado sabia, no íntimo, que se preparava para algo mais. Isso aparece na diplomacia da toga, no constante abraço e no auxílio a todos. Constata-se que isso faz crescer a força do Direito na autoridade que se legitima na exata medida em que se inclina para ouvir e acolher”, afirmou o juiz Richardson Xavier Brant.
Durante seu discurso, o ministro disse que a homenagem representa um ato de grandeza que marca de forma importante a sua vida. A presidente da Amagis, juíza Rosimere Couto, ressaltou o papel de Afrânio Vilela na projeção da magistratura mineira em âmbito nacional, e destacou que a ascensão do ministro ao STJ representou uma conquista coletiva da classe.
“Nós, mineiros, temos orgulho de compartilhar com todos os brasileiros um julgador de sua grandeza, com olhar e jurisdição humanos e fraternos, no exercício da função de distribuir justiça. Vossa Excelência confirma, cada vez mais, com sua grandiosa contribuição no STJ, a postura de juiz ético, talentoso e de jurisdição vocacionada, que se alia à formação humana”, elogiou a presidente, reforçando que Afrânio Vilela continuará sendo, antes de tudo, “um magistrado mineiro, um jurista mineiro e um mineiro de corpo e alma”, cuja trajetória honra toda a magistratura do Estado.
Assista à palestra do ministro Afrânio Vilela.
Texto: Edição Esperança Barros, a partir de texto da Amagis
Fotos: Amagis/Divulgação



