V Encontro do Colégio de Ouvidorias Judiciais das Mulheres conta com presença do TJMMG

O V Encontro do Colégio de Ouvidorias Judiciais das Mulheres (Cojum) ocorreu durante três dias, encerrando no dia 30 de abril e veio debatendo o tema “O Papel das Ouvidorias Judiciais na Defesa dos Direitos das Mulheres”. A abertura foi realizada dia 28, na sede do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), com a presença do desembargador Fernando José Armando Ribeiro, ouvidor do Tribunal de Justiça Militar do Estado de Minas Gerais (TJMMG), e da presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha.

O Cojum possui como competência combater todas as formas de violência, assédio e discriminação contra a mulher, no âmbito do Poder Judiciário. O encontro realizado em Minas Gerais marcou, também, a posse da nova diretoria do Cojum para o biênio 2025-2027.

O V Encontro é uma realização conjunta do TJMG, por meio de sua Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes (Ejef) e da Ouvidoria da Mulher, e do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3). O evento encerra nesta quarta-feira, com a desembargadora Tânia Regina Reckziegel, do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT-4) e presidente do Cojum, conduzindo a aprovação e a leitura da “Carta de Belo Horizonte”, que reunirá as deliberações do encontro.

Na solenidade de abertura, a desembargadora destacou que a realização do encontro representa a consolidação do compromisso das ouvidorias das mulheres, ouvidorias especializadas e das ouvidorias dos Tribunais, na busca pela construção de um espaço acolhedor e sensível às questões de gênero, sobretudo em uma época em que os números de casos de feminicídio no país são alarmantes.

“Chegamos ao nosso quinto encontro em um cenário que nos exige reflexão e ação imediata. Vivemos um momento marcado pelo crescimento alarmante dos casos de feminicídio, uma tragédia que expõe as falhas da nossa sociedade e de nossas instituições”, afirmou. Ela advertiu que as ouvidorias são instrumentos essenciais, em especial para a escuta qualificada e acolhimento das vítimas de assédio moral e sexual nas instituições, e na proposição dos meios de interromper o ciclo de violência.

“Ouvir exige desprendimento para se escutar o outro, uma escuta ativa, amiga e solidária que propicie mais defesa à mulher vítima de assédio”, disse, também em discurso, a desembargadora Evangelina Castilho Duarte, ouvidora das mulheres do TJMG, na oportunidade representando o presidente, desembargador Luiz Carlos de Azevedo Corrêa Junior.

A imagem mostra três mulheres e um homem tendo dispostas as bandeiras de diversos estados brasileiros ao fundo. O homem é o desembargador Fernando José Armando Ribeiro, que veste terno preto, camisa clara e gravata lilás. Ao seu lado está a desembargadora Tânia Regina Reckziegel, presidente do Cojum, que tem cabelos pretos e veste um conjunto de calça e blaser amarelo. No centro das mulheres está a presidente do STM, Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha, de vestido verde musgo com casaqueto lilás e sapato rosa. Na outra ponta está a desembargadora Evangelina Castilho Duarte, ouvidora das mulheres do TJMG, de vestido e casaco preto. A ministra e a desembargadora do TJMG exibem uma medalha do Conjum cada, composta por uma moeda dourada presa ao pescoço por uma fita vermelha
Desembargador Fernando José Armando Ribeiro, ouvidor do TJMMG, acompanhado pela desembargadora Tânia Regina Reckziegel, presidente do Cojum; pela presidente do STM, ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha; e pela desembargadora Evangelina Castilho Duarte, ouvidora das mulheres do TJMG

Texto: Giovanna Ribeiro, com texto de TJRR e TJMG
Edição: Esperança Barros
Ascom/TJMMG

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